Novo Relatório de Balneabilidade das Praias de Santa Catarina não Apresenta Alteração após Chuvas
A Fundação do Meio Ambiente de Santa Catarina (FATMA) avaliou 182 pontos em 107 balneários de 27 municípios do Estado. Desses, 49 se apresentaram impróprios para banho. Esses números apresentam pequena alteração se comparadas as análises feitas antes das chuvas.
O primeiro relatório semanal de balneabilidade da temporada de verão, divulgado pela Fundação do Meio Ambiente (Fatma), nesta sexta-feira (5) apontou que 26,9% dos pontos analisados ao longo do litoral catarinense estão impróprios para banho. A instituição avaliou 182 pontos em 107 balneários de 27 municípios do Estado. Desses, 49 não atenderam o que determina a legislação, se apresentando impróprios para banho. Esses números apresentam pequena alteração se comparadas as análises feitas antes das chuvas.
“Se baseando na variável utilizada pela Fatma, que é a análise do volume de coliformes fecais na água, praticamente não houve grandes mudanças com relação ao quadro apresentado antes da chuvas, nem mesmo na região de Itajaí, que foi a mais afetada”, explica o presidente da instituição, Carlos Leomar Kreuz. Nessa mesma época, há um ano, o relatório mostrou que 20,4% dos pontos analisadas estavam impróprios para banho.
Para o presidente, não existe motivo de alarde com relação a qualidade das praias. “Claro que deve haver uma precaução, principalmente na região de Itajaí, onde tivemos informações de animais mortos na praia, mas o restante do litoral continua como era anterior a tragédia. Os locais que se apresentavam impróprios continuam impróprios, sem grandes mudanças”, acrescenta.
Na grande Florianópolis, por exemplo, se comparado ao ano passado, houve um aumento de dez pontos impróprios. Eram 13, hoje são 23. Entretanto, a maioria dos locais não é de praias freqüentadas pela população. “Esses locais que se apresentaram impróprios, como na região continental e na Lagoa da Conceição, históricamente se tornam impróprios para banho quando temos grandes chuvas”, afirma o responsável pelo laboratório da Fatma, Marlon Daniel da Silva.
De acordo com o relatório, os maiores problemas se apresentam em Itapema, com cinco dos oitos pontos analisados considerados impróprios, Barra Velha, com dois pontos impróprios em quatro analisados, e Penha, onde das 11 análises, três apresentaram índices de contaminação superior ao estabelecido na legislação. Em Balneário Camboriú, das 14 análises, três foram reprovadas pelos técnicos da Fatma.
Ainda segundo o relatório emitido pela Fatma, na Grande Florianópolis, onde 23 locais estão impróprios para banho, os maiores problemas foram verificados nas praias de Itaguaçu, Bom Abrigo, Praia do Meio, Jardim Atlântico e Balneário, todas na região continental. Também são impróprios para banho a beira Mar Norte e cinco pontos na Lagoa da Conceição. “Toda a vez que chove esses pontos ficam impróprios”, enfatiza o técnico.
“Baseado no número de coliformes fecais, não existe nenhuma anormalidade e nem motivos para alarde”, argumenta o Marlon Daniel da Silva. “Claro que o banhista verificar a presença de animal morto, ou cheiro característico de esgoto chegando no mar, ele deve evitar essas praias e entrar em contato imediatamente com a vigilância sanitária do município, por cautela. Mas isso deve ser feito independente de enchente ou não”, salienta.
METODOLOGIA - O ponto é considerado impróprio para banho quando em 60% dos últimos cinco resultados o volume de Escherichia coli (presente nas fezes de animais de sangue quente, incluindo o homem) - for superior a 800 NMP (Número Mais Provável) por 100 mililitros de água, nas amostras coletadas ou quando, na última amostragem, o valor obtido for superior a 2.000 NMP (Número Mais Provável) por 100 mililitros de água.
A pesquisa de balneabilidade é um trabalho realizado sistematicamente pela Fatma desde 1976, seguindo as normas da Resolução do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama). Ele começa com a coleta de amostras da água do mar em mais de 180 pontos dos 500 quilômetros da costa catarinense. A Fatma seleciona esses pontos de tal forma que todo o litoral seja avaliado, concentrando as coletas justamente nos locais mais suscetíveis de poluição - os de maior fluxo de banhistas. As coletas são feitas mensalmente de abril a novembro e semanalmente de dezembro a março.
Ver Anexo (relatório de balneabilidade)
Fonte: FATMA
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